Mostrar mensagens com a etiqueta Nuno Cancela de Abreu. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Nuno Cancela de Abreu. Mostrar todas as mensagens

2007/10/25

Premiados à Nascença
Casa de Santa Vitória lança vinhos “Talha de Ouro”

São eles o Casa de Santa Vitória Reserva branco 2006 e o Inevitável tinto 2005 e alcançaram o grau máximo na prova anual dos “Melhores do Alentejo”, promovida pela Confraria dos Enófilos do Alentejo. Estão em lançamento e foram dados a provar num dos muitos hotéis do grupo Vila Galé, proprietário também da Casa de Santa Vitória. Desta feita, aconteceu no Vila Galé Estoril, no restaurante… Inevitável Steak Lounge. Antes de mais, as inevitáveis notas de prova e a indispensável classificação.
16,5 Casa de Santa Vitória Regional Alentejano Reserva branco 2006 – Aromas de madeira algo evidentes, mas sem atrapalhar demasiado o ciclo da prova. Toranja e algumas notas florais, complementadas por toque minerais que lhe acrescentam na harmonia. Boca equilibrada, acídula na entrada, tropical no final. Boa persistência, revelando a untuosidade que lhe acrescenta um lado guloso. Boa companhia para pratos gordos. Lembrou-me, em particular, um arroz de tamboril ou um bacalhau à lagareiro. PVP 9,50 Euros, 6 mil garrafas produzidas. Castas: Chardonnay (60%) e Arinto (40%).
18 Casa de Santa Vitória Regional Alentejano Inevitável tinto 2005 – Aromas de ameixa e azeitona preta. Torna-se atraente pelos complementos de ervas aromáticas secas e ligeiros toques de madeira. Corpo suave, sem pesar, terminando em impressões de ameixa e figos, com notas claras e prolongadas de chocolate. PVP 20 Euros. Castas: Touriga Nacional e Syrah.Bernardo Cabral tinha tudo para fazer o seu trabalho um pouco escondido, mas não foi esse o caminho que escolheu. Em vez disso, criou nos quase 130 ha de vinhas um imenso laboratório e teatro de ensaios, estritamente tirados da sua fantasia enológica. O projecto de Santa Vitória é de concepção de Nuno Cancela de Abreu, mas há que pôr os olhos no jovem Bernardo, que está em Albernôa como peixe na água. Hei-de escrever um pouco mais sobre ele, mas hoje o texto fica-se pelos vinhos.